Juliana Silveira deixa a Record depois de 11 anos
13.04.2018
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Principal estrela do elenco da Record, Juliana Silveira está deixando a emissora. Foram 11 anos de novelas, entre elas, “Apocalipse”. Convidada para “Jesus”, ela disse não. Saiu em bons termos com a direção, mas quer buscar outras oportunidades na televisão e no cinema.

 

Fonte: Patrícia Kogut

Glamour: Juliana Silveira relembra suas personagens em 20 anos na TV
16.12.2017
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Sem contabilizar o período como angelicat, ela faz seu 20º aniversário como atriz de novelas,

O que? Juliana Silveira completará 20 anos de carreira em 2018? Sim, mores, ela tem 37 anos – com a mesma carinha de 18 – e começou as comemorações de sua carreira de sucesso como atriz. Ah, isso tudo sem contar o período em que ela era assistente de palco dos programas de Angélica, hein!

Pra começar a fazer esta retrospectiva e contabilizar os mais importantes ensinamentos que trouxe neste período, a própria Juliana nem tinha se dado conta que todo este tempo já tinha passado desde que estreou como atriz em “Pecado Capital”, em 1998. Desde período, ela diz que as experiências mais intensas aconteceram nos momentos difíceis ou quando não “acertamos a bola no gol”.

“Aprendemos mais com os fracassos do que com o sucesso. É quando a gente aprende a desapegar, a delegar, a confiar na equipe ao nosso redor e até mesmo a ‘se retirar de campo’. Quando fiz a minha primeira vilã na Record, o nosso núcleo neonazista não foi bem visto nas pesquisas por ser um tema muito delicado para ser abordado todos os dias em uma novela. Você ganha jogo de cintura, isso te torna humilde e confirma sempre a sua vontade de continuar se dedicando à arte, independentemente dos resultados conquistados. Sou atriz e sou feliz exercendo meu ofício”, discursa.

Sobre qual personagem foi o amor de sua vida e que sente muita saudade, Juliana fica em a cruz e a espada. Como ela mesma diz, é difícil escolher apenas uma porque foram várias mulheres fortes que a ensinaram muito nestas duas décadas de trabalho árduo.

 

“A Júlia de ‘Malhação’ foi a minha primeira protagonista, aos 22 anos, e com uma temporada de sucesso onde marcávamos 40 pontos de média na audiência, na Rede Globo. Logo após, ganhei Floribella, na Band. Depois vieram Carolina de ‘Chamas da Vida’ que foi a minha transição para as protagonistas adultas. Minhas vilãs, Priscila e a Rainha Kalési e, agora, a Raquel, cheia de conflitos familiares. Acho injusto escolher uma só”, pondera.

Em 2004, a atriz deixou o Projac e partiu para novos desafios na Band e na Record. O carinho do público com seu trabalho continuou o mesmo de antes e ainda tem pessoas que a abordam para falar sobre aquelas mulheres que ela interpretou em todas as emissoras.

 

“Tenho um grande carinho pela minha trajetória e por todos os lugares que passei. Floribella, por exemplo, foi um trabalho especial e fiquei dois anos no ar com ele. Na Record tem um público muito fiel, que acompanha nossos trabalhos e, geralmente as pessoas vêm falar do que estou fazendo na TV ou relembrar algum personagem que fiz. Adoro esse carinho e interação com o público” conta.

Glamour: Você declinou um convite para fazer uma prostituta em “Paraíso Tropical”, em 2007. Se arrepende?

Juliana Silveira: Quando surgiu esse convite, eu tinha acabado de sair do ar com “Floribella” e ainda tinha algumas questões contratuais que me impediram de fazer esse trabalho. Não tenho arrependimento nenhum. Ao contrário! Eu sou muito grata por cada trabalho que fiz, por cada personagem que surgiu pelo meu caminho. Acredito que tudo o que acontece tem um motivo.

G: Em “Vitória” você era uma neonazista cheia de preconceitos. Como foi?

JS: Difícil. Não é ficção, acontece na vida real e na digital. Estamos sempre acompanhando algum episódio triste envolvendo algum conhecido, seja no futebol e agora mesmo no caso da Titi, que é uma criança. Quando ia fazer as cenas eu ficava carregada com aquela energia ruim e pude sentir na pele o quanto você acreditar que é superior ao outro pode ser um veneno. As pessoas precisam entender que racismo é crime e ter mais amor e empatia.

G: Atualmente estamos vivendo um momento em que o racismo tem sido falado nas mídias (como o caso de William Waack, escravos na Líbia e a “socialite” Day McCarthy que ofendeu a filha de Bruno Gagliasso). No estudo desta personagem neonazista conseguiu entender (não concordar) a cabeça de preconceituosos?

JS: As pessoas podem fazer coisas extremas por medo ou para manter uma situação econômica, por egoísmo, por falha de caráter, por falta de amor e de compreensão do que é ser humano e do que é viver uma vida em sociedade. Quando vivemos uma situação extrema de crise econômica, historicamente as pessoas tendem a ficar mais agressivas com o que é diferente, como podemos acompanhar também nos casos dos imigrantes na Europa. Acredito que um lado positivo das redes sociais foi dar voz e poder para as pessoas que antes não tinham como se posicionar.

G: Em 2007, você teve uma conversa para gravar um álbum. Por que não vingou?

JS: Gosto muito de ser atriz e posso cantar se for necessário, mas sou muito crítica também e não acho que estava pronta para desenvolver uma carreira como cantora. Quem sabe um dia? [Risos].

G: Hoje você está na novela “Apocalipse”. Como a Juliana reagiria se realmente o que diz a Bíblia sobre o fim do mundo acontecesse?

JS: Gostaria de passar ao lado das pessoas que eu amo: meu marido, meu filho e se pudesse incluir a família e os amigos seria o fim do mundo perfeito [Risos]. Brincadeiras à parte, seria um momento em que eu ficaria em silêncio meditando para que tudo ocorresse da melhor forma possível. Tenho fé e acredito em Jesus. Aceitaria resignada à vontade Dele.

 

 

Juliana Silveira: “A imagem que as pessoas vendem sobre ser sexy me dá preguiça”
28.10.2017
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Juliana Silveira é uma camaleoa quando o assunto é o seu cabelo. Ao longo dos anos como atriz, ela não teve medo de fazer transformações e já passou por diversos estilos — loira, ruiva, castanha, long bob, fios longos, curtos e até o famoso corte joãozinho, que ela conta ser o seu xodó. Apesar de tudo, ela admitiu, em entrevista à Vogue Brasil: “eu amo mudar o visual”.

Para aguentar tantas mudanças, Juliana contou que tem uma rotina de cuidados com os fios intensa para que eles resistam, mas que leva a máxima do hairstylist Celso Kamura – “modelo e atriz com cabelo sem danos é porque não trabalhou muito” — para a vida. “Não tenho apego algum ao meu cabelo, talvez porque tenha a sorte de conseguir recupera-lo. Claro que os meus fios sofrem com tantas mudanças, mas nada que alguma disciplina e os cuidados certos não resolvam”.

Aos 37 anos, Juliana aliou sua preocupação com o cabelo aos cuidados com a pele, o que aconteceu apenas há dois, quando ela completou 35. “Não sentia necessidade antes”, contou. Atualmente, ela visita a dermatologista com frequência e tem algumas regras antes de decidir se jogar em procedimentos estéticos: ter bom senso, calma e confiança em suas médicas. “Faço Ulthera de 8 em 8 meses”, um tratamento que proporciona efeito lifting e melhora o tônus da pele.

Procedimentos estéticos, entretanto, não são os únicos responsáveis pela boa forma e pele impecável de Juliana. “Também faço Pilates duas vezes por semana há oito anos e comecei a fazer musculação e estou adorando o resultado. Me sinto bem e cheia de energia e esse sempre será o foco”, contou.

Mesmo com todos os cuidados em relação a si mesma, a atriz acredita que tem um jeito mais “básica e moleca”, que é a sua essência. “Fui criada brincando com o meu irmão mais velho e demorei muito para descobrir o universo de vaidades femininas”, afirmou. Entretanto, ela não esconde sua paixão por moda, maquiagem, unhas, malhação e os cuidados que tem.

“Em um dia livre, sem compromisso profissional, eu nunca vou me montar. Vou tomar meu banho, sair com o cabelo molhado, colocar minha calça jeans, minha camiseta Branca, meu All Star Branco, levar uma jaqueta jeans ou de couro e pronto! Essa imagem que as pessoas vendem sobre o que é sexy me dá uma certa preguiça de aplicar na vida”, pontuou.

Na carreira, metas curtas. Juliana busca conscientizar com suas personagens e não pensa em projetos futuros – prefere focar bem no que está fazendo agora. “Só espero que as pessoas recebam a história que vamos contar e que com ela possamos fazer alguma reflexão os problemas. Se eu conseguir isto, estarei satisfeita e bora para a próxima!”, finalizou.

Fonte: Vogue Brasil